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Curar a Criança Interior com reiki e meditação

18 de dezembro de 2020
7 minutos

Muito se fala sobre a criança interior na nova espiritualidade e na nova era, de pessoas que fazem terapia para melhorar o seu lado emocional e consequentemente ter um retorno de paz e felicidade.


Por volta do ano 2000 não se ouvia falar de outra coisa, parecia que de repente todos se tinham apercebido de que eram crianças eternas se não ultrapassassem os seus traumas de criança, no entanto, posso dizer que muitas das vozes que ouvi sobre este tema ou li, estavam na posse de alguma informação viável, não toda...talvez naquele tempo não fosse permitido mais.

Olhando para 2000, parece que foi noutro planeta, noutra época que não a que nos pertence, porque a humanidade já alcançou outros patamares de crescimento espiritual e também de (in)volução, na realidade em muitas coisas regredimos. A vida é todo um processo cíclico. Ultimamente tenho aberto as redes sociais e muito sinceramente deparo-me com crianças abandonadas e de nariz sujo a apontar o dedo umas às outras, sem sair da lama que provocam. Até terapeutas andam por aí com o seu nariz empertigado cheio de ranhocas que nem sabem que têm.

Vamos olhar de novo o conceito da criança ferida que vive em cada um de nós. Quando falo de criança interior, falo dessa parte de nós que viveu um trauma na infância e que ficou ali congelada naquela fracção de tempo em que viveu aquele trauma...É essa, ou essas crianças que temos de resgatar.

Indo mais além, essa experiência traumatizante vai fazendo descargas contínuas na nossa vida diária, tenhamos nós 18,25,48,72 anos, descargas de lama de dor e infelicidade.


Essa nossa parte magoada, ferida, traumatizada, enquanto não for integrada está sempre a sabotar a nossa mente, para que no fundo receba a atenção devida, sempre que o requeira. Já todos fizemos muitas meditações para beijar a nossa criança interior, mas não chega....não chega porque ainda não nos perdoámos a nós mesmos e não temos ainda o processo cognitivo correcto para lidar com esse trauma de uma forma decisiva. Normalmente este trauma da criança interior é assim chamado porque aconteceu numa altura em que a nossa mãe física era a responsável pela nossa segurança, alimentação, etc. ( pode ser a figura paterna também, ou os dois).

Esta parte é muito importante: quanto mais nova a criança era no momento do trauma, mais dependente de outros era para tudo na vida, também importa se era a única criança no lar, ou a mais velha, porque a criança mais velha se for magoada ou traumatizada pelos pais, não pode contar com mais ninguém, está completamente sozinha, enquanto o segundo filho já pode contar com o irmão mais velho para servir de algum amparo, são traumas diferentes com intensidades diferentes.

A fundação para a nossa vida de adultos, é a infância, se fomos traumatizados na infância teremos toda a nossa vida de adultos sequestrada pelo momento do trauma.
Quanto mais insegura era a nossa infância, mais inseguros seremos como adultos. Teremos vários tipos de dependências, comer demais, beber demais, de síndrome de pânico, teremos dificuldade de ser sociais, vamos fechar-nos sobre nós mesmos, podemos desenvolver várias máscaras para levar a vida, como por exemplo a de pessoa divertida demais, forte demais, segura demais...

Desenvolvemos bi-polaridade, desordem cognitiva, desordem alimentar, várias que estarão sempre associadas ao trauma que vivemos em criança e que não foi da nossa responsabilidade.


Como resolver isto, seja qual for o nosso problema?

Primeiro, posso identificar o que causou o trauma? Se identificar o trauma, posso resolver a situação?
Para mim, resolver passa por dissolver até à nulidade esse momento traumático, ou vários momentos traumáticos, mas isso tem sido um processo que ainda não terminei, é um processo em curso, que a pandemia aguçou e piorou porque me deu mais tempo livre para pensar e ruminar em toda a dor e todos os aspectos do trauma.

Como terapeuta de Reiki e como alguém que quer atingir a maestria da minha vida pessoal, eu sou exímia em ir à ferida e esburaca-la para ver se já estou melhorzinha..... Compreendo tão bem que a minha vida e o que projecto para quem me rodeia está interligado com a minha fundação ( a minha infância).

Mãos ao trabalho.

Afirmar a Criança Interior.
A criança interior tem de ser integrada, porque o trauma está sempre a ocorrer.
O tempo não é linear, o conceito humano de tempo é isso mesmo...uma construção ilusória que nos leva a dissociar do que é importante. Então, esse momento de mágoa ( podem ser vários lembrem-se), esse trauma, está sempre a ocorrer, e a provocar estragos.
O nosso passado está a acompanhar-nos vivamente e molda o nosso futuro, temos de quebrar a corrente.
Para além de nos acompanhar, o trauma criou formas pensamento poderosas que estão sempre ao nosso redor, criou também um sistema de crenças profundas que são a base da nossa programação, essa programação é como uma cebola, camadas e camadas sobre camadas que vão criando uma poderosa arma contra nós mesmos, temos de aprender a ir descascando essa cebola e retirar camada a camada até dissolver o trauma....é o trabalho de uma vida....


Posso mudar a minha vida, ao conversar com a minha criança interior, como se ela estivesse sentada à minha frente:

  • Estou tão feliz que nasceste, porque és necessária para a vida neste planeta.
  • Estou tão feliz que és a pessoa forte que continua a curar a si mesma e assim transmite cura a outros.
  • És valiosa. Podes sentir-te triste, a tristeza é uma emoção, é bom estar feliz, mas a tristeza também é uma emoção e como tal podes senti-la.
  • A culpa não é tua, embora tenhas assumido essa culpa porque tomaste os teus pais como seres perfeitos, quando não o são.
  • A culpa não é tua.
  • As crianças não sabem que problemas passam os adultos, que um é alcoólico e que a outra sofre de violência doméstica e que não cresceu porque vive no síndrome de Peter Pan...
  • As crianças não são responsáveis pelo aspecto financeiro dos pais, nem pelo seu casamento, nem pela infelicidade que os adultos vivem.

( Já perceberam, certo?)
O nosso ego quer empurrar a dor para longe e nós passamos a reagir, ao invés de curar a nossa vida.

O ego serve para afastar a dor da nossa criança interior e se continuarmos a observar esse ego sem querer fazer o trabalho de o integrar, passamos a vida numa rodinha de hamster.....

Chegar à consciência Superior

Todos temos o poder de chegar a essa consciência superior e é isso que temos de alcançar. Vamos ultrapassar o Ego, através da metacognição ( ir além no conhecimento).

Vamos usar o nosso cérebro, para através do lóbulo frontal, dar voz à Nossa Mãe Divina, ou ao Nosso Daemon, ou ao nosso Anjo da Guarda ( o que funcionar para ti), para acarinhar e tratar a Criança Interior.
O que podemos fazer é uma lista das ocasiões em que a nossa criança interior foi magoada ou traumatizada, pode ser o momento da morte de um animal querido, de uma situação de bullying, de uma violência vivenciada ou outra qualquer situação e ir ao encontro da nossa Criança nesse momento e fornecer-lhe apoio, amor, compreensão.

Temos de compreender que o sofrimento é também em si, massa, energia, peso...quanto mais sofrimento mais pesada será a depressão que se pode criar desde a fundação da nossa vida.


Aqueles de nós que estejam a descascar a cebola, estão a ascender!

A ascensão começa aqui, no mais básico.
Integrar a nossa sombra é isto.
Ajudar o planeta Terra a ascender passa por ti, pelo sofrimento que transmutas.
Não tenhas medo de o enfrentar e cada vez que olhares a tua Criança Interior em solidão e sofrimento, repara na quantidade de poder que ali está encerrado, dor pode transformar-se em poder, em desejo, em capacidade, em execução....é um combustível precioso para a tua Jornada até te tornares numa Deusa( ou Deus) viva(o).

Vamos nessa. Ao trabalho.

Escrito por Cláudia Ferreira 18 de dezembro de 2020

"Se ajudar uma pessoa por dia, não sabe o bem que lhe faria!"

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